Direto dos arquivos oficiais do TSE, lidos a cada 10 a 15 segundos, com uma projeção estatística do resultado final que corrige a ordem em que os votos chegam. Os números oficiais são sempre os do TSE.
Linhas cheias: placar oficial de cada um conforme as seções são totalizadas. Linha pontilhada e faixa: nossa projeção do resultado final, com 95% de confiança. A projeção costuma estabilizar bem antes do placar.
Clique numa linha para ver o estado no mapa. "Projeção" é o resultado final estimado para o estado.
No mesmo dia, sete estados escolhem governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. Números do TSE, sem projeção.
Dados: lemos os arquivos públicos de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br) a cada 10 a 15 segundos: o total do Brasil, de cada estado e do exterior, o andamento de cada município e, em rodízio, o resultado de cada município. Respeitamos o limite de acesso do TSE e não alteramos nenhum número.
Projeção do resultado final: o placar parcial engana porque algumas regiões apuram antes de outras. Para cada estado, comparamos o que os municípios já apurados deram a Lula e a Flávio no 2º turno com o que os mesmos municípios deram no 1º turno (só entre os dois). Essa mudança, mais a variação do comparecimento, é aplicada aos municípios que faltam. No começo da apuração, quando há poucos votos, a projeção se apoia na média das pesquisas de 2º turno; conforme os votos chegam, os dados assumem. A faixa de 95% vem de milhares de simulações, com incerteza nacional e por estado. Antes do dia 25, testamos o método em 1.000 apurações simuladas do 2º turno (Monte Carlo), que partem da projeção atual das pesquisas e são refeitas a cada pesquisa nova: veja "Como validamos".
Eleição definida: "matematicamente" quando a diferença em votos é maior que todo o eleitorado que ainda falta apurar; "estatisticamente" quando a projeção dá mais de 99,9% para um dos dois e pelo menos 60% dos votos já foram apurados (por prudência, não anunciamos antes disso).
O que não mostramos: Não publicamos as cotações de apostas (Polymarket), que outros sites mostram. É casa de apostas não autorizada no Brasil, e divulgá-la pode violar a Lei 14.790/2023.
Antes de mostrar uma projeção no dia 25, precisamos saber se ela acerta. Como o 2º turno ainda não aconteceu, testamos o modelo em 1.000 apurações simuladas do 2º turno, cada uma com um resultado final que nós conhecemos e o modelo não.
Sortear muitos cenários independentes e medir o resultado é o que se chama simulação de Monte Carlo. MCMC serve para outra coisa: amostrar uma distribuição a posteriori por passos que dependem do passo anterior. Aqui não há nada a estimar por amostragem encadeada; queremos testar o modelo em cenários possíveis, e cada apuração simulada pode ser sorteada direto e de forma independente. Uma vantagem: como as simulações são independentes, o erro de cada medida é simples de calcular.
A medida mais exigente é a cobertura da faixa de 95% (em quantas simulações o resultado verdadeiro caiu dentro dela). Com N simulações, essa medida tem erro de ±1,96·√(0,95·0,05/N): com 100, ±4,3 pontos; com 200, ±3,0; com 500, ±1,9; com 1.000, ±1,4. A primeira versão usou 200, o bastante para detectar faixas muito largas ou muito estreitas; para publicar, passamos a 1.000, que rodam em cerca de 2 minutos. Acima disso o ganho é pequeno (2.000 dariam ±1,0), e o limite passa a ser o realismo das simulações, não a quantidade.
Outros sorteios de Monte Carlo no site: durante a apuração, cada atualização da projeção usa 4.000 sorteios para a faixa de 95% e a chance de vitória (erro de no máximo ±1,6 ponto na chance); a projeção das pesquisas usa 200.000 sorteios.
Limite honesto: as simulações supõem que o 2º turno se comporta como uma mudança em relação ao 1º turno em cada lugar, que é a mesma hipótese do modelo. A segunda armadilha existe justamente para medir o que acontece quando essa hipótese falha em parte. Um 2º turno muito diferente disso seria mais difícil de projetar no começo da apuração.